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Câncer do ovário

O câncer de ovário é o câncer ginecológico mais difícil de ser diagnosticado. Cerca de 3/4 dos tumores malignos de ovário apresentam-se em estágio avançado no momento do diagnóstico inicial, isto acontece porque o ovário é o único órgão intra-peritoneal e as células neoplásicas se disseminam muito precocemente para a cavidade peritoneal. É o câncer ginecológico de maior letalidade, embora seja menos freqüente que o câncer de colo do útero. Não há no momento é exame que possa ser utilizado para rastreamento da população geral.

Ocorre preferencialmente em pacientes acima de 50 anos de idade. Em pacientes com menos de 30 anos de idade , o tumor de ovário mais freqüente pertence a um grupo chamado de tumores de células germinativas. E ao contrário dos tumores que ocorrem em pacientes com mais de 50 anos de idade, o diagnóstico em 70% dos casos costuma ser em estádios iniciais,o que determina uma alta taxa de cura para estas pacientes.

Fatores de Risco

Fatores hormonais, ambientais e genéticos estão relacionados com o aparecimento do câncer de ovário. Cerca de 90% dos cânceres de ovário são esporádicos, isto é, não apresentam fator de risco reconhecido. Cerca de 10% dos cânceres de ovário apresentam um componente genético ou familiar. História familiar é o fator de risco isolado mais importante.

A presença de cistos no ovário, bastante comum entre as mulheres, não deve ser motivo para pânico. O perigo só existe quando eles são maiores que 10cm e possuem áreas sólidas e líquidas. Um exame de ultrassom com Doppler deve ser realizado para que se possa estabelecer os risco de neoplasia maligna. Os principais achados compatíveis com câncer de ovário é a presença de projeções sólidas dentro do cisto, presença de aumento da vascularização , ascite(“água na barriga”), implantes peritoneais. Nos casos duvidosos a ressonância magnética ajuda a dirimir as dúvidas.

Prevenção

Medidas gerais para prevenção do câncer (consulta prevenção do câncer).
Para as pacientes portadoras de câncer hereditário do ovário que possuem mutação dos genes BRCA 1 e 2 , deve-se discutir a retirada profilática dos dois ovários, pois nestes casos é grande a incidência de câncer de ovário(cerca de 40%). Esta cirurgia deve ser realizada preferencialmente por via laparoscópica. Uma discussão ampla com a paciente e aconselhamento genético é necessário.

Marcadores Tumorais

Marcadores tumorais são substâncias detectadas no exame de sangue e que aumentariam na presença de tumores malignos. No caso do ovário estas seriam o CA 125, a Alfa-feto-proteína, DHL e o beta-HCG. Estes marcadores têm baixa especificidade com grande número de falsos positivos. Os marcadores são muito úteis no seguimento da paciente com câncer de ovário, porém pouco confiáveis para o diagnóstico inicial. O CA 125, por exemplo, pode estar elevado em doenças benignas como o mioma uterino , endometriose e outras doenças benignas.

O CA 125 é o marcador utilizado para pacientes com suspeita de tumor epiteliais, geralmente ocorre em mulheres após os 30 anos de idade.

Já os marcadores alfa-feto-proteina, DHL e beta-HCG são os marcadores para tumores de células germinativas, que geralmente acomete mulheres antes dos 30 anos de idade.

A endometriose pode determinar aumento significativo do CA 125, portanto nem sempre um CA 125 alto é igual a câncer.

Tratamento

Diante de qualquer lesão suspeita de neoplasia do ovário a paciente deve ser operada por um cirurgião com formação oncológica. Existem vários dados na literatura médica mostrando que as pacientes que não são operadas por um especialistas tem uma maior chance de morrer da doença ou da doença recidivar. Isto ocorre principalmente pela falta de preparo técnico para realizar a cirúrgia adequada, que poderá incluir procedimentos cirúrgicos avançados. O tratamento cirúrgico é a primeira abordagem para as lesões altamente suspeitas. Geralmente não se realiza biópsia antes da cirurgia.

Neste momento a cirurgia videolaparoscópica ainda não é padrão em câncer de ovário , mas para tumores iniciais pode ser discutido esta opção.

Durante a cirurgia retira-se o ovário e realiza-se o exame de congelação , onde será definido se a lesão é benigna ou maligna. Na presença de lesão maligna várias considerações devem ser feitas. Se a paciente não tem prole definida e o tumor esta limitado a um ovário, pode-se realizar somente a retirados do ovário acometido e dos linfonodos pélvicos e paraórticos. Para as pacientes com prole definida deve-se realizar a histerectomia, retirada dos dois ovários e a retirados dos linfonodos pélvicos e paraórticos. Para as pacientes que são operadas por doença avançada realiza-se uma cirurgia citorredutora, que consiste em retirar o máximo de tumor possível de forma a obter-se lesões residuais pequenas. Vale salientar que a maioria das pacientes são diagnosticadas em fase avançada, portanto é possível que durante a cirurgia a doença esteja muito disseminada e não seja possível retirar o tumor. Nestes casos realiza-se quimioterapia e depois se avalia novamente a necessidade de cirurgia.

Para as pacientes que apresentam recidiva após um tratamento bem sucedido , pode-se discutir a realização de uma nova cirurgia e colocação de quimioterapia dentro da cavidade abdominal durante a cirurgia (procedimento chamado quimioterapia hipertérmica intra-peritoneal associado à citorredução cirúrgica – HIPEC).

Câncer de ovário em pacientes abaixo de 30 anos de idade

Nesta faixa etária a maioria dos tumores são de células germinativas. O diagnóstico geralmente é realizado é uma fase mais inicial do que os tumores que afetam as pacientes mais idosas. Pode-se em boa parte dos casos realizar-se uma cirurgia conservadora (preservando o útero e o outro ovário), permitindo que esta jovem paciente possa no futuro engravidar

Após o término do tratamento se a paciente não apresenta nenhum sintomas não é necessário fazer nenhum exame de imagem, somente exame físico e ginecológico. Nem mesmo exame de papanicolau é necessário se o exame físico não for encontrada nenhuma alteração.

Câncer de ovário

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